11 erros do planejamento de carreira que comprometem sua vida profissional

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Quando pensamos em carreira, vem à cabeça a imagem de uma pessoa feliz com seu trabalho, com bom salário, benefícios, reconhecimento e uma série de outras coisas que são marcas registradas de um profissional bem-sucedido. No entanto, a situação econômica atual é algo que pode nos deixar inseguros, pois as coisas podem estar bem hoje, mas, amanhã, tudo pode ir por água abaixo.

Considerando a realidade dos nossos dias, o profissional tem de pensar sua carreira de forma que possa se adaptar constantemente, e um plano de carreira tem de levar em consideração muitos fatores, tanto pessoais quanto profissionais, que são peças-chave no mundo dos negócios.

Pensando nisso, listamos os 11 erros mais comuns em um planejamento de carreira e como evitar que eles peguem você de surpresa.

1. Desconsiderar preferências, habilidades e interesses

Na nossa vida, praticamente todos nós temos um roteiro de como será nossa caminhada desde a educação primária até a faculdade. Claro que há pessoas que fazem trilhas diferentes, mas a maioria de nós aprende a ler quando somos crianças e, em seguida, vamos ganhando mais conhecimentos em ciências, comunicação, história, matemática etc., chegando ao curso superior. Depois, acabamos nos formando e nos tornamos prontos para o mercado de trabalho, certo?

Nessa caminhada, há um momento, logo após (ou durante) o ensino médio, em que você se pergunta qual será sua profissão — e esse é um momento de muita dúvida! Muitos de nós decidimos a carreira que vamos seguir com base em vários fatores: na profissão que está na moda, por influência dos pais, pela expectativa de remuneração alta, pela quantidade de vagas no mercado de trabalho ou por este ou aquele curso ser menos concorrido.

Mas é fundamental pensar também nas nossas próprias habilidades e preferências. Se você estiver em dúvida, converse bastante com seus pais, com profissionais das áreas e com seus professores, mas não faça uma escolha de curso pela qual você não tenha interesse, pois há grandes chances de você se arrepender mais tarde.

Lembre-se que você será o personagem principal da sua própria história, e não da história de outras pessoas.

2. Cultivar uma ideia fantasiosa da carreira

Sonhar com uma carreira de sucesso é muito importante para que tenhamos motivação, principalmente quando a vida profissional está no começo (e depois também, é claro!). Sonhar e desejar são as motivações do sucesso profissional.

Mas, para poder sonhar e realizar, é fundamental manter os pés no chão. É preciso manter a concentração nos objetivos e o foco no estudo e no trabalho, tendo em mente que o tempo deve ser um aliado, e não um inimigo.

Desejar sucesso em um prazo curto demais, um salário espetacular já no início, fama e sucesso imediatos pode ser frustrante quando você se der conta que a realidade pode não ser como você esperava. Esteja certo que há muito trabalho, paciência e dedicação por trás de profissionais de sucesso.

Se prepare para as etapas normais na vida de qualquer profissional, rumo ao sucesso e reconhecimento, que passa pelo estágio, pelos processos de trainee até chegar nos níveis de gerente, diretor, chefe ou presidente. Isso pode levar tempo e requer constante dedicação.

Então, busque conhecer a realidade de trabalho de vários profissionais, e não apenas de alguns, para que tenha uma noção real do que é a carreira que você pretende seguir.

3. Desconsiderar a necessidade de aprendizagem constante

Não dá para sair de um curso superior, de um estágio ou de um programa de trainee e se considerar pronto para seguir determinada carreira. Tem de acrescentar uma boa dose de disposição para continuar a estudar. Na verdade, a conclusão dessas etapas são apenas os passos iniciais (e fundamentais) rumo à construção de uma carreira.

Mesmo em áreas tradicionais como os servidores públicos ou empresas que tenham bons planos de carreira, a evolução profissional depende principalmente da disposição de quem quer progredir.

Há inúmeras oportunidades de realização de cursos de aprimoramento e de especializações, muitas delas gratuitas, inclusive por meio de educação a distância (EAD). Tenha a certeza que, ao surgir uma oportunidade de promoção, aquele que estiver mais bem preparado, terá melhores chances nas avaliações e nos testes.

4. Não buscar a excelência

Buscar ser excelente é, antes de tudo, uma questão de atitude. Quando você procura a excelência no que você faz, isso traz reflexos em todo o seu planejamento de carreira. Mas o que é excelência? Podemos considerar a excelência como o melhor resultado possível de ser obtido considerando os recursos que temos disponíveis. Não significa buscar a perfeição, mas sim aquele resultado que atenda plenamente e da melhor forma possível o objetivo proposto.

Se o seu objetivo é se formar em determinada área, a excelência consiste em se planejar para tal finalidade, se dedicando e buscando realmente aprender, e ser um profissional que não é apenas dono de um diploma, mas sim que tem todo o conhecimento que esse canudo representa.

Procurar instituições de ensino reconhecidas é uma atitude excelente, que mostra a sua disposição em levar os estudos a sério e sabemos que planejar uma carreira de sucesso certamente passa por escolher uma boa instituição de ensino.

Não é possível falar em planejamento de carreira se as suas fases iniciais, dentre elas, a formação acadêmica, não for considerada com bastante seriedade. Não faça nada “mais ou menos”, pois tudo que merece ser feito merece ser bem feito.

5. Ser inflexível frente as mudanças

O principal em um planejamento de carreira é ter um mapa de como chegar à determinada situação profissional. Este mapa deve conter certo grau de detalhamento, sobretudo, quanto aos prazos, às metas, às redes de contatos, aos cursos e aos treinamentos.

No entanto, não podemos esquecer que tudo na vida é muito dinâmico. Seria uma falta de bom senso concluir um planejamento de carreira e não considerar que ajustes poderão ser necessários ao longo do caminho. É fundamental estar focado no seu cumprimento do planejamento, mas não podemos ser inflexíveis, afinal, flexibilidade é sinal de inteligência.

Um planejamento de carreira não deve ser rígido a ponto de não permitir ajustes. Quando fazemos um planejamento, levamos em conta a situação atual, ou seja, a disponibilidade financeira, a disponibilidade de tempo e as perspectivas de crescimento profissional. Essas variáveis são externas e mudam sem pedir licença.

Então, todo planejamento fica invalidado? Bem, não deveria ser construído com tanta rigidez! Deve haver espaço em um planejamento para fazer mudanças, revisões e novas direções, ou até mesmo mudanças radicais, se necessárias. Isso ajuda evitar a sensação de frustração e de tempo perdido, pois permite retomar sempre o controle de nossa vida profissional.

Quando situações não previstas aparecem, um planejamento deve considerar até mesmo algum tempo de pausa, se necessário. Havendo flexibilidade no planejamento de carreira, certamente será mais fácil lidar com as incertezas, reduzindo a ansiedade e permitindo manter as ideias em ordem.

6. Adiar a necessidade de melhora

Se por algum motivo você vier a trabalhar em algo que não tem nada a ver com o seu sonho, não se desespere! Isso acontece com mais frequência do que você imagina. Obviamente, essa situação vai exigir mais de você, tanto em planejamento quanto em paciência e em dedicação.

Deixe claro a seus colegas de trabalho suas intenções profissionais, mas deixe bem claro também que seu profissionalismo é uma característica marcante. Faça bem a sua atividade atual, de modo a conseguir respeito e reconhecimento, mas sem deixar de perseguir seu sonho. Estude, pratique, se envolva com a área de seu interesse e procure se engajar, mesmo que voluntariamente, em alguma atividade em que possa colocar em prática os conhecimentos que são necessários para a posição profissional que você deseja.

Se organize, consiga tempo, esteja envolvido e tenha paciência. Oportunidades aparecem mais cedo ou mais tarde, desde que você as procure e esteja atento quando elas surgirem. Há vários casos de pessoas que enfrentaram condições difíceis durante boa parte da vida, mas conseguiram um diploma superior depois que estavam casados, com filhos, aposentados e em outras situações. Isso aconteceu porque nunca desistiram dos seus sonhos. Desistir de um sonho profissional certamente é o maior erro que pode ser cometido em um planejamento de carreira. Por isso, não desista do seu.

7. Não usar o feedback para seu crescimento

Como já falamos no item anterior, a necessidade de melhora é constante e não pode ser adiada. Porém, quando você está planejando sua carreira — e, especialmente, se você ainda é jovem e está apenas começando sua vida profissional — talvez você não saiba exatamente o que precisa melhorar. É aí que entra o feedback.

Feedbacks são as avaliações e os comentários que você recebe de outros profissionais — seus colegas, seu chefe ou até mesmo seu professor da faculdade. Ele pode ser formal ou informal. Em muitas empresas, existe uma forte política de feedback semestral ou anual, que é um dos elementos utilizados para determinar quando o funcionário está pronto para uma promoção.

É importante que você esteja atento e aberto a todos os feedbacks, mas principalmente os negativos. Por mais que seja desconfortável ouvir uma crítica, ela pode indicar exatamente que pontos você precisa melhorar. Desta maneira, você pode aprimorar seu perfil profissional de maneira bem direcionada.

8. Não praticar o networking

Nós não podemos focar completamente na questão dos conhecimentos, do desempenho, e esquecer que a carreira também envolve um fator social muito forte. Muitas oportunidades de carreira surgem quando você conhece as pessoas certas. E, por isso, investir no networking é a melhor maneira de fazer com que seu planejamento de carreira se torne realidade.

Para praticar o networking, uma boa dica é participar de eventos profissionais e acadêmicos — feiras, congressos, exposições. Nestes lugares, procure se apresentar às pessoas, conversar e trocar contatos. Outra ferramenta útil é o LinkedIn, a rede social profissional, que permite encontrar e se comunicar com profissionais de todo o Brasil e do mundo.

E não se engane: não é preciso esperar a formatura para começar a fazer networking. Muitos universitários que desejam empreender, abrir seu próprio negócio, encontram parceiros para dividir essa missão dentro da própria faculdade, durante a graduação. Outros aproveitam o estágio para conhecer pessoas que, no futuro, poderão abrir portas para outros empregos.

9. Não ter paciência

Um planejamento consiste em etapas e, na maioria das vezes, não é possível partir para a etapa seguinte antes de concluir a atual. Este é um problema para muitos dos jovens profissionais que estão começando suas carreiras agora. Eles podem até ter objetivos, mas não têm a paciência necessária para cumprir cada etapa necessária, antes de atingir suas metas.

Por melhor profissional que você seja, com certeza não vai chegar a gerente ou diretor no seu primeiro ano de trabalho. Provavelmente nem no quinto, e talvez nem no décimo. Você pode fazer um teste, e perguntar a seu chefe quanto tempo ele trabalhou antes de chegar a um cargo de gestão. A resposta, com certeza, vai te surpreender.

É claro que seu potencial está sempre sendo avaliado para oportunidades de crescimento dentro da empresa. Porém, a maioria dos gestores entende que os jovens colaboradores precisam, primeiro, aprender e entender bem o trabalho de base. Somente então eles terão o conhecimento e a maturidade necessários para se tornarem responsáveis por suas próprias equipes.

Não pense neste período como um “atraso” no seu crescimento, mas como preparação. E nunca jogue fora um bom emprego, acreditando que, em outro lugar, você terá a chance de subir mais rápido. Tudo o que você vai conseguir com isso é um histórico negativo, atestando que, como muitos jovens da Geração Y, você não se mantém no mesmo emprego por muito tempo.

10. Não refletir sobre o mercado em que quer atuar

Já que falamos, no item anterior, sobre os jovens que mudam de emprego frequentemente (sempre atrás de uma chance de crescer mais rápido), aqui vai outro erro comum. Mudar de emprego é algo que fatalmente vai acontecer na sua vida, mesmo que seja por fatores alheios à sua vontade. O problema é que, quando isso acontece, muitos profissionais vão buscar sua próxima oportunidade em qualquer segmento de mercado, e isso é uma grande falha no planejamento de carreira.

A maioria das pessoas tem uma noção bem clara da área em que quer trabalhar — Direito, Contabilidade, Engenharia Civil. Talvez, até, do cargo que pretendem ocupar — afinal, quem não quer ser gerente ou diretor algum dia? Mas pouquíssimas pessoas consideram o segmento de mercado. É muito diferente ser um engenheiro de produção em uma indústria de cosméticos ou de móveis. É muito diferente ser o controller de uma rede de supermercados ou de uma companhia aérea.

Por isso, quando você começa a trabalhar em um determinado segmento e se identifica com ele, é importante ajustar seu planejamento de carreira. Procure, então, sempre buscar empregos no mesmo segmento. Desta maneira, o conhecimento que você acumulou na empresa anterior poderá ser completamente aproveitado na seguinte, e na próxima. Você se torna um profissional altamente especializado e, portanto, valioso. Esta, sim, é uma estratégia inteligente para alavancar sua carreira.

11. Não ter um planejamento de carreira

No final das contas, o pior erro possível em relação ao planejamento de carreira é não ter nenhum. Seria como viajar sem um mapa; coisas boas podem acontecer, mas você fica à mercê do acaso. Enquanto isso, quem tem um mapa e traça claramente os lugares aonde quer chegar, além de ter maiores chances de atingir seus objetivos, também fará isso com menos esforço e tempo.

Para a carreira, o mesmo conceito é válido. É importante pensar em quais são seus objetivos — pessoais e profissionais — e como você deve organizar sua carreira para alcançá-los. Se você gostaria de ser um líder de equipes, ou se você sonha em ser autônomo e ter mais liberdade, ou se você deseja total estabilidade no trabalho… Cada um destes objetivos exige escolhas diferentes.

Portanto, pense em como você gostaria de viver, daqui a cinco (ou dez, ou quinze anos) e estabeleça os passos que precisa cumprir para chegar lá. Será que este ou aquele curso de graduação é mais adequado? Será que você precisará de cursos adicionais, como idiomas? Será que uma viagem ao exterior pode ajudar a alavancar sua carreira? Será que você deve fazer uma segunda graduação ou uma pós? Quando fazer cada uma dessas coisas? Qual delas deve ser sua prioridade?

O planejamento não implica em que tudo vai acontecer exatamente como você espera, já que muitos fatores externos também influenciam o avanço da carreira. Porém, ele permite que você construa ativamente seu futuro, e não seja um mero espectador.

E, se você quiser aprender algumas dicas para fazer seu curso superior valer a pena para sua carreira, leia nosso post sobre o assunto.

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