7 dicas para sobreviver aos trabalhos em grupo na faculdade!

Tempo de leitura: 11 minutos

Desde os primeiros anos na escola, os trabalhos em grupo sempre foram delicados, não é mesmo? Na faculdade, isso não é diferente — e não é para menos! Essa é uma dinâmica que exige muito mais que conhecimento sobre o tema que será desenvolvido pela equipe. O que está em jogo é a capacidade de lidar com diversas opiniões e a habilidade de desenvolver relacionamentos com seus colegas.

Em primeiro lugar, é importante ter em mente que o trabalho em grupo desenvolve sua capacidade de empatia e suas habilidades de socializar. Ou seja, você não está sendo preparado apenas para apresentar um material para um professor, sobre uma disciplina; essa dinâmica está te preparando para a vida como um todo — principalmente, para a área profissional.

Se você tem trabalhos em grupo para realizar, não se desespere! Preparamos um texto com 7 dicas que guiarão você nessa empreitada e tornarão o processo mais leve. Lembre-se que é melhor quebrar essa barreira no ambiente acadêmico, do que no ambiente profissional.  Vamos lá?

Distribua as tarefas de forma justa

Isso mesmo, de forma justa — o que não quer dizer igualitária. Entenda que as pessoas têm aptidões diferentes. Não adianta exigir porções de contribuições idênticas a todos os participantes. Em vez disso, invista em fazer uma distribuição de tarefas que contemple as facilidades de cada um.

Existem colegas que são excelentes oradores, outros são muito articulados na escrita e tem ainda os que conseguem criar um visual legal para qualquer apresentação. Pense o quão harmoniosamente seu grupo trabalhará se vocês investirem nessa forma de distribuição.

Porém, sabemos que existem tarefas que ninguém quer fazer, tendo ou não aptidão. Nesse caso, vale usar o bom senso: participantes que têm menos atribuições podem e devem participar dessa segunda rodada de distribuição.

Embora sempre se busque uma divisão justa, aqueles que possuem mais facilidade, geralmente, ficam sobrecarregados. Veja algumas dicas que separamos para que isso não ocorra:

Dizer não quando for preciso

Não se cale diante de um acúmulo de funções para depois ficar se queixando para alguns colegas. Muitas vezes, por medo de falar “não” e desagradar o grupo, as pessoas acabam se prejudicando.

Sugerir um parceiro na tarefa

Mesmo que você seja o mais apto a realizar determinada tarefa, não significa que você tenha que fazer a maior parte sozinho. Solicite um parceiro da sua escolha e veja a possibilidade de ele te ajudar. A opção mais adequada pode ser aquela pessoa que está com menos atribuições.

Reconhecer as próprias limitações

Quem tem uma tendência a querer causar impacto nas pessoas (principalmente diante de um trabalho em grupo) pode acabar exagerando. Tentar ser o melhor sempre não demonstra competência, mas sim certa infantilidade e até mesmo arrogância. Por isso, é importante uma postura de humildade diante dos desafios — o que não significa desmerecer seu potencial, apenas uma postura equilibrada.

Seja flexível

Trabalhar em equipe significa trabalhar com outras pessoas que pensam de forma diferente e isso não é uma tarefa fácil. Mas é um exercício para desenvolvermos nossas habilidades de comunicação, de argumentação e de negociação.

Isso não quer dizer que o trabalho em grupo seja um espaço no qual você tem o dever de convencer a todos a pensarem como você. Muito pelo contrário! Esse é o momento para se colocar no lugar do outro e tentar entender o ponto de vista do colega. Fazendo isso, você estará valorizando os outros e demonstrará que está ali para contribuir.

Abrir mão nem sempre é um ato de fraqueza — às vezes, é uma demonstração de maturidade e de generosidade em prol da maioria. A não ser que você perceba que o grupo esteja diante de uma decisão errada que pode colocar tudo a perder. Nesse caso, encontre uma maneira cortês — porém firme — de demonstrar sua opinião.

Não desapareça

Seja responsável. O trabalho faz parte de uma disciplina que avaliará você e seus colegas de equipe. Assim, suas atitudes podem refletir nas notas deles.

E é exatamente por isso que, quando uma pessoa some, as outras assumem as responsabilidades abandonadas. Todos dependem de todos e não é justo, nem maduro, que você sobrecarregue seus colegas. Se você assumiu responsabilidades, cumpra-as.

No mercado de trabalho, por exemplo, essa atitude não é tolerada. Que tal começar a se preparar para ser um profissional de sucesso agora mesmo?

Além disso, sabemos que, atualmente, só desaparece quem quer desaparecer. Os meios de comunicação são os mais diversificados possíveis. Todos podem se comunicar por mensagens de textos ou por áudios, em várias plataformas (WhatsApp, Telegram, Skype, Facebook etc.) e, até mesmo, editar um mesmo arquivo, ao mesmo tempo, sem estarem no mesmo lugar. Não há desculpas!

Caso surja algum imprevisto, comunique o grupo imediatamente e proponha uma reorganização.

Fale e ouça

Saber ouvir é tão importante quanto expressar suas opiniões. Contribua para que o ambiente seja pacifico para que todos possam se expressar livremente, sem sentir vergonha ou medo.

Ainda que a atividade pertença a um campo de conhecimento que você domine, não assuma todo o controle. Se essa fosse a finalidade, possivelmente, o professor teria solicitado um trabalho individual. A riqueza das tarefas em grupo está justamente na produção de um trabalho coeso e coerente, ainda que realizado por pessoas completamente diferentes.

Jamais fale de colegas que não estão presentes

Não é legal falar de quem não está presente para se defender, mesmo que ele tenha feito tudo ao contrário do que recomendamos até aqui. Essa atitude mina a confiança de toda a equipe. Como? Fica subentendido que todos podem ser vítimas de comentários maldosos quando estiverem ausentes em alguma reunião.

A falta de confiança, por sua vez, prejudica o andamento e a delegação de tarefas. Outra mensagem fica subentendida: “se ele não é confiável, como eu vou deixar que realize alguma tarefa sozinho?”. E aí começam as cobranças exageradas.

Então, se algo estiver te aborrecendo, chame a pessoa diretamente envolvida e tenha uma conversa franca com ela. Até porque toda história tem 2 lados, e não necessariamente existe um certo e um errado. O que ocorre muitas vezes são ruídos na comunicação, interpretações e entendimentos diferentes.

Assuma seus erros

Já notou como é fácil apontar o erro dos outros? Muitas vezes, fazemos isso e geramos um clima ainda pior do que o erro em si. Diante de acusações, alguns se omitem; outros se irritam; e o que se percebe é que a maior dificuldade, no geral, está em assumi-las. O fato é que todos erram e a maneira que lidamos com os erros alheios é bem próxima da que lidamos com os nossos próprios erros.

Se costumamos nos cobrar muito e não aceitamos errar jamais, provavelmente, ficaremos muito insatisfeitos diante do erro alheio. Essa autocobrança reflete no comportamento com outras pessoas.

Logo, é melhor estar consciente de que equívocos fazem parte de todo trabalho em grupo e que é preciso se preparar para agir quando ocorrer em vez de paralisar e ficar tentando encontrar os culpados.

O que acontecerá a partir de então só dependerá de como você vai lidar com o seu erro. Seja em relação ao trabalho ou no relacionamento com os outros participantes, todos são passíveis de  dar um passo em falso.

Se isso acontecer com você, retroceda, reconheça, peça desculpas e siga em frente. Não precisa ter vergonha.

Não ignore as regras estabelecidas pela equipe

Existe um ditado que diz que: “o combinado não sai caro nem barato, sai no preço certo”. O que isso quer dizer? É simples: as regras do grupo foram acordadas por todos (ou pela maioria) e não há motivos para descumpri-las, afinal, você assumiu um compromisso por vontade própria.

Isso vale também para mudanças. Se o grupo percebeu que uma das regras não está funcionando, o correto é readequar. Isso normalmente gera um desconforto para quem é preso a padrões ou a diretrizes. Se esse é o seu caso, não resista ao novo pelo simples motivo de ser algo novo.

Por que trabalhar em grupo?

Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso, aprendemos sempre.

Diante dessa frase do educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire, percebemos que trabalhar em grupo é, acima de tudo, um exercício de aprendizado. Se formos analisar melhor, vamos observar que se trata de saber viver em sociedade e descobrir o seu papel dentro dela. Como ele diz, ninguém sabe tudo, mas todos nós sabemos alguma coisa.

Por isso, professores e educadores insistem nos trabalhos em grupo. Não é por acaso que passamos por isso na escola, na universidade e até na vida profissional. A convivência em grupo e a divisão de tarefas são experiências vitais, que precisam ser incorporadas no repertório comportamental de todas as pessoas.

O grupo é uma condição humana. Dividimos nossas casas, bairros, cidades, países e planeta com outras pessoas completamente diferentes e precisamos transformar essa experiência em algo positivo. Portanto, o que ocorre nas escolas, faculdades e empresas não é um treinamento, é a própria vida e as tarefas que ela nos demanda.

E, claro, não é fácil. Por mais que seja parte da nossa condição, algumas pessoas têm mais dificuldade do que outras. Isso varia de acordo com as experiências que cada um tem na vida e com o perfil psicológico que foi constituído.

Para falar um pouco mais desses perfis psicológicos, separamos alguns mitos que circulam no senso comum e que vamos desconstruir.​

​Extrovertidos trabalham melhor em grupo

Como já foi dito anteriormente, é um mito. No geral, as pessoas acreditam que ser extrovertido é o ideal para desempenhar qualquer função. Mas isso não é verdade.

Introversão e extroversão são apenas tipos psicológicos que dizem respeito à maneira pela qual cada pessoa percebe o mundo. A introversão não é timidez, por exemplo. É uma forma de interpretar as coisas que privilegia impressões internas. Já a extroversão não é uma qualidade, é mais um tipo psicológico que, por sua vez, privilegia percepções externas.

Cada pessoa possui as 2 formas, embora uma seja predominante na sua adaptação. Segundo o psiquiatra Carl Gustav Jung,

a extroversão cochila no fundo do introvertido, como uma larva, e vice-versa.

Alguns nascem líderes

Outra mentira muito disseminada por aí é que a liderança não é aprendida, sendo uma habilidade natural. Essa noção representa um olhar ultrapassado no meio teórico. Hoje, sabe-se que para ser líder é preciso desenvolver certas habilidades, envolvendo um aprendizado.

Existem vários tipos de liderança conhecidos, e um exemplo é a liderança situacional, que privilegia a capacidade de cada um em determinada tarefa. Portanto, se a pessoa já tem um conhecimento sobre determinada função, ela será a responsável por essa função. Esse reconhecimento é uma característica marcante desse tipo de liderança.

Conflitos são ruins

Para a Psicologia Social, o conflito não representa um grande problema. Ao contrário disso, a ausência de conflitos, sim, é um sinal negativo. Isso ocorre porque um conflito na verdade são forças que se opõem, representadas por divergências.

Nesse sentido, um grupo que não tenha nenhum tipo de divergência, possivelmente, não possui espaço para o diálogo, muito menos para discordar. Não havendo espaço para opiniões diferentes, não existe mudança, ou as mudanças são impostas.

Muitas vezes, são aqueles grupos em que apenas 1 ou 2 pessoas decidem tudo e as outras, por falta de interesse ou espaço, aceitam e acatam suas decisões. Nitidamente, essa não é uma maneira saudável e produtiva de se trabalhar em grupo — é, na verdade, uma incapacidade para tal.

Percebeu como cada dica apresenta não apenas uma forma legal para lidar com as animosidades dos trabalhos em grupo, mas também te estimulam a melhorar sua capacidade de comunicação? Se você conseguiu perceber isso, parabéns!

Estar apto para trabalhar em grupo é um dos primeiros passos para que você consiga exercer atividades bem-sucedidas de liderança.

Sabemos como a vida universitária pode ser complicada, principalmente, no início. Pensando nisso, separamos mais algumas dicas de sobrevivência no campus universitário. Ficou curioso? Clique aqui e confira!

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