A importância da educação para as mulheres de países em desenvolvimento

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Qual seria a importância da educação, de maneira geral? Frequentar a escola, aprender a ler, escrever e desenvolver interesse por determinadas áreas a partir do momento em que você começa a absorver conhecimento é algo imprescindível por uma série de motivos. E isso não envolve apenas a pessoa em questão, mas sim toda a sociedade.

Uma pessoa com acesso à educação desenvolve senso crítico, adquire maneiras de exercer seus direitos e pode oferecer para todo o mundo o seu conhecimento e os benefícios de suas capacidades. Não seríamos ninguém sem nossos médicos, advogados, engenheiros mas, principalmente, não seríamos ninguém sem os nossos professores.

Mas, e para as mulheres? Como a educação se diferencia? O sexo feminino possui um histórico de muita discriminação e luta. Subjugadas pela supremacia masculina que permeia toda a sociedade, as mulheres precisaram de muita força para alcançar direitos iguais e, mesmo depois de muito tempo e com todo o crescimento do movimento feminista — que visa essa equivalência social entre os sexos —, a batalha ainda é diária e contínua. Uma boa educação para nossas mulheres, no entanto, pode ser o diferencial para essa situação.

O investimento em educação ainda é escasso, principalmente em países mais pobres, e as mulheres e crianças, principalmente, acabam ficando para trás. Em vários casos, homens têm melhores oportunidades simplesmente pelo fato de terem nascido homens.

Mas e as outras pessoas? Como ficam? E como essa situação pode mudar? Descubra mais, no post de hoje, sobre a importância da educação para as mulheres de países em desenvolvimento.

Qual a situação dos países em desenvolvimento?

Um bom acesso à educação é importante para todas as nações e deve ser oferecido para todas as pessoas. No entanto, a situação dos países em desenvolvimento é agravante. As crianças que estão fora da escola e são pouco instruídas se transformam em adultos pouco instruídos que, consequentemente, formam famílias pouco instruídas.

Nesses locais, há uma discriminação maior ainda entre homens e mulheres, e as meninas focam nas tarefas domésticas e, pela falta de informação, acabam engravidando cedo, adquirem, possivelmente, uma série de doenças e voltam todas às suas vidas apenas para servir.

A falta de escolaridade, portanto, leva a um alto índice de mortalidade feminina — e de forma direta. Leva também a um alto índice de natalidade e, consequentemente, a níveis ainda maiores de mortalidade infantil e mortalidade no parto. E tudo isso poderia ser evitado com uma simples matrícula no ensino básico.

Infelizmente, como já dito, os recursos voltados para a educação desses países são baixíssimos e as mulheres se tornam pouco informadas e, não por culpa delas, pouco capazes de mudar suas situações.

E como a educação pode salvá-las?

Dar a devida instrução para todos os indivíduos do sexo feminino pode mudar o rumo de suas vidas. E como isso acontece? A educação básica pode proporcionar muito a elas:

Adquirir senso crítico

Nós não nascemos sabendo diferenciar o certo de errado e o próprio de impróprio. O estudo é fundamental para que o bom senso e o pensamento crítico sejam desenvolvidos.

Ler muito, escrever muito e frequentar aulas que façam com que você absorva conhecimento sobre os mais variados assuntos são as melhores formas de entender o que é ideal ou não para nossas vidas. Conseguimos entender o mundo que nos cerca a partir da convivência com o que ele é e o que ele carrega: a natureza, a literatura, as pessoas… E um bom ensino pode oferecer esse tipo de informação.

Sendo assim, uma mulher que teve a oportunidade de passar pela escola, além de ter aprendido a ler livros, escrever o que pensa e entender o que está em torno dela, terá a capacidade de decidir o que é melhor para ela em cada momento de sua vida, além de adquirir a consciência do que é algo bom ou ruim para sua família, por exemplo. Ela poderá passar conhecimento para seus filhos e, mais do que isso, poderá ser ativa no mundo em que vive.

Exercer seus direitos

Mesmo que ainda exista um longo caminho a ser percorrido, as mulheres passaram a adquirir mais direitos com o passar dos anos. É impossível, no entanto, que elas consigam exercer esses direitos sem ao menos conhecê-los. E como entender sobre o que podemos fazer se não tivemos acesso ao ensino?

Uma mulher que foi educada adquiriu conhecimento suficiente para entender o que é errado e o que é certo, o que ela pode ou não fazer e, principalmente, o que ela deveria poder fazer, mas ainda não pode por algum motivo.

Pense: em uma cultura machista que nos permeia, é muito mais conveniente que uma mulher não tenha acesso à educação. Ela, sem instrução, não correrá atrás do que pode correr, não buscará por mais direito de ação e será, potencialmente, submissa. E isso não pode acontecer.

Ser mais saudável e viver mais

Muitas mulheres de países em desenvolvimento adquirem doenças com o passar do tempo pela simples falta de informação. As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) acometem grande parte desse grupo, principalmente pelo papel reprodutor que o sexo feminino ainda possui insistentemente. Sem ir para a escola, meninas ainda jovens acabam iniciando sua vida sexual cedo e, por não serem devidamente instruídas, não se protegem.

Assim como já dito, portanto, as meninas que vão à escola estarão estudando no lugar disso. Saberão que o corpo delas deve ser delas, e que ele não pode ser usado de maneiras prejudiciais. Elas saberão como se proteger dessas doenças e, principalmente, não começarão a formar famílias tão cedo.

Esse é um grande diferencial da educação na vida dessas pessoas: atualmente, a mortalidade infantil é grande nesses países pois as meninas começam a constituir suas famílias muito cedo e sem a condição de cuidar dos filhos e delas mesmas. Ter adquirido todos os benefícios da educação básica muda totalmente este quadro.

Adquirir independência

Indo à escola e se formando, a mulher terá mais chances de conseguir um bom emprego para começar a ganhar seu próprio dinheiro. Estudar é, então, um dos primeiros passos para alcançar a independência, e não apenas a financeira.

Trabalhar e garantir seu próprio sustento leva a independência feminina para outros níveis. Ela se apoiará cada vez menos em sua família e nos homens que as cercam. Poderão se colocar no mercado de trabalho e conseguir, com muito suor, o que for melhor para a sua família. E, para isso, uma boa instrução é necessária.

Continuar a batalha

Uma mulher não deveria apenas se contentar com o que já foi alcançado. Ainda existe muito a ser mudado no que diz respeito à relação entre os homens e mulheres, principalmente nos papéis que cada gênero estabelece socialmente.

As mulheres votam em países desenvolvidos e já conseguiram alcançar grandes cargos, mas a batalha ainda não acabou. E se a equivalência entre os gêneros parece distante para esses países, já pensou como é nos países em desenvolvimento?

A educação básica tem potencial para mudar toda a forma de pensar de uma pessoa pela quantidade de informações que ela deve absorver e adquirir de forma não passiva, ou seja, questionando.

Aprender a questionar é um dos grandes ensinamentos que devem ser levados para a vida, e podemos entender com isso que uma boa educação não interfere apenas em nossa vida profissional. Ela forma quem somos como pessoas frente à sociedade e ao mundo.

Mulheres de países mais pobres que aprenderem a questionar conseguirão, com muita luta, exercer os seus direitos e buscar mais e mais quando o assunto for igualdade. Não bastará aceitar o que já lhes foi oferecido. As mulheres terão voz ativa e darão todo seu coração para alcançarem o que é necessário no cotidiano.

O investimento em educação tem crescido com o passar dos anos, mas o caminho a ser percorrido ainda é longo. A informação tem que ser acessível para todos, e só com muito estudo isso pode ser alcançado. Para mulheres, homens, crianças, adultos e idosos. E você viu que ela faz uma diferença enorme na vida dessas primeiras, não é?

Ficou interessado no tema? Vamos debater nos comentários! E caso você tenha interesse de se tornar professor, confira nosso artigo sobre o tema clicando aqui.

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