O que é uma bolsa de extensão na faculdade?

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As atividades de extensão permitem ao estudante usar seu conhecimento para interagir e impactar a comunidade na qual a instituição de ensino está inserida. Para viabilizar essas atividades, as instituições de ensino fornecem auxilio financeiro tanto para o projeto quanto para o estudante que participa dessas atividades — as chamadas bolsas de extensão.

No artigo de hoje, vamos mostrar, de forma detalhada, como essas bolsas de extensão funcionam e como a participação do estudante nesses projetos pode ser determinante em sua entrada no mercando de trabalho, bem como na sua atuação profissional.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura.

O que é a Extensão?

Você pode não saber, mas o ensino não é a única função da universidade. As instituições de ensino superior têm mais duas funções básicas: Pesquisa e Extensão.  E, não se engane: escolher uma instituição de ensino que desenvolva essas três funções é tão importante quanto escolher um bom curso.

As duas primeiras — atividades de Ensino e de Pesquisa — são bem claras e amplamente divulgadas. Então, resta uma dúvida: o que vem a ser a Extensão? Bom, de acordo com o Plano Nacional de Extensão (2007), a Extensão Universitária é composta por “práticas acadêmicas que interligam a Universidade e a comunidade nas suas atividades de ensino e de pesquisa, proporcionando a formação do profissional cidadão através da busca constante do equilíbrio entre as demandas sociais e as inovações que surgem do trabalho acadêmico”.

Em outras palavras, essa função da universidade é responsável por articular as outras duas (o Ensino e a Pesquisa) levando o conhecimento que é produzido dentro da instituição à comunidade.

Se você ficou interessado, deve estar se perguntado como isso acontece na prática e como participar, certo? Existem alguns formatos: cursos, eventos, projetos de ação contínua, programas especiais e permanentes, sendo que os mais comuns são por meio de projetos e programas, como veremos a seguir.

Diferenças entre programas e projetos de extensão

Assim como o Ensino se materializa por meio das disciplinas e a Pesquisa por meio da investigação, a Extensão é realizada por meio de ações, de programas e de projetos.

Esses programas e projetos podem ser propostos pela própria universidade como também pode atender às demandas externas. Independe da origem, uma vez que tenha sido apresentado um planejamento e ele tenha sido aprovado, as atividades serão desenvolvidas. A coordenação dessas ações normalmente é feita por quem as propôs.

As diferenças entre as principais formas de ações de extensão, são:

Programa

  • Conjunto de projetos e ações de extensão articulados;

  • Funciona como um grande guarda-chuva que abriga ações diferentes, mas que possuem um objetivo geral comum;

  • Todas as ações e todos os projetos que estão sob esse guarda-chuva possuem diretrizes claras, previamente estipuladas.

Projeto

  • Pode ser desenvolvido de forma isolada, entretanto, o mais usual é que faça parte de um Programa de Extensão;

  • Possuem prazo determinado;

  • Possuem objetivo específico;

  • Deve ser: educativo, cultural, científico, tecnológico ou social.

Agora que você já entendeu o que é a Extensão, vamos falar das possibilidades de participação do estudante?

O que é a bolsa de extensão?

Os estudantes que se interessam pelos projetos e programas de extensão desenvolvidos pela instituição de ensino podem optar por duas formas de ingresso.

A primeira é o voluntariado sem qualquer tipo de auxílio financeiro. Essa forma não é muito comum, pois os projetos/programas recebem incentivo financeiro para serem desenvolvidos, nos quais já estão previstos a contratação de bolsistas.

A segunda forma de ingresso, e mais usual, é como bolsista, recebendo auxilio financeiro pelo desempenho das funções. Nesse caso, há um processo de seleção (para cumprir as recomendações do Plano Nacional de Extensão).

  • Cada instituição de ensino estabelece o formato de seu processo seletivo;

  • As bolsas de extensão têm a duração previamente estabelecida. Normalmente, esse prazo não passa de 12 meses;

  • O valor da bolsa é variável e constará no edital que, também, divulgará a descrição da vaga e as normas do processo de seleção;

  • A carga horária também é variável, mas costuma-se exigir o mínimo de 20 horas de dedicação semanal;

  • A bolsa não é considerada vinculo empregatício.

Benefícios em se tornar um bolsista de extensão

Embora, como apresentamos anteriormente, a bolsa não seja considerada um vinculo empregatício, a experiência adquirida lá conta, e muito, para o mercado de trabalho.

Mas essa experiência não é válida apenas para o mercado de trabalho — ela é valiosa para o estudante. Ser bolsista de extensão é uma opção vantajosa por:

  • Possibilitar o envolvimento do estudante em atividades que transformam o conhecimento teórico em conhecimento prático;

  • Promover o envolvimento social. Lembre-se que essa é uma das prerrogativas dos projetos/programas de extensão. O estudante receberá auxílios financeiros, pedagógicos e aporte teórico para resolver problemas reais;

  • Qualificar o currículo. Seja para o currículo da Plataforma Lattes ou para o currículo convencional, as atividades de extensão contam como experiência. E, ser bolsista agrega, ainda, mais valor, por ser resultado de um processo seletivo. O estudante conseguiu por mérito;

  • Possibilitar a participação em publicações e em produtos acadêmicos que promovam a difusão de conhecimento adquirido por meio dessas atividades.

Da teoria à prática

Existem diversas possibilidades para percorrer esse caminho. Cada programa/projeto estabelece a forma como isso ocorrerá. No UniBH, por exemplo, as atividades de extensão são articuladas para atender as necessidades (educativas, sociais e ambientais) das comunidades. E esse deve ser o objetivo sempre.

Alguns exemplos comuns são: projetos de práticas jurídicas ou de conciliação, cuja prestação de serviço não é cobrada da população; projetos de promoção da Saúde e do bem-estar, aberto à população. E essas são ações incentivadas pelas instituições, por cumprirem a premissa básica da extensão que é articular o conhecimento e a comunidade.

Assim, optar pela bolsa de extensão não implica apenas no recebimento de auxílio financeiro. E, sim, no envolvimento em projetos e em programas que funcionarão como uma via de mão dupla. Por um lado, possibilita que o estudante transforme seu conhecimento em algo útil para a sociedade. Em outra ponta, proporciona o crescimento prático do estudante por meio da aquisição de conhecimento.

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