O que faz um profissional formado em Engenharia de Alimentos?

Tempo de leitura: 6 minutos

Cuidar daquilo que vai diariamente à mesa de várias famílias é uma responsabilidade e tanto. Para atender à alta demanda e os rigorosos padrões de produção da indústria alimentícia, surgiu a Engenharia de Alimentos que, mesmo em momentos de crise, é uma profissão que tem alta demanda no mercado.

Você sabe exatamente o que faz um profissional formado na área? Veja, a seguir, em que pode atuar um engenheiro de alimentos.

A graduação em Engenharia de Alimentos

O curso tem duração mínima de 5 anos e o currículo básico de Engenharia é aplicado nos primeiros anos de estudo, trabalhando conhecimentos avançados de Física, Química e Matemática.

Posteriormente, as especificidades do ramo alimentício vêm à tona, aplicando saberes voltados a outras áreas de conhecimento — ou seja, o curso passa a enfatizar disciplinas técnicas, voltando-se cada vez mais para atividades práticas. 

Assim, o aluno consegue desenvolver o equilíbrio ideal entre teoria e prática para desenvolver seu próprio caminho enquanto profissional, pesquisador e cidadão. E é importante ressaltar que a realização de estágio é obrigatória, bem como a apresentação de trabalho de conclusão de curso.

O mercado de trabalho

O engenheiro deve ser capacitado para apresentar soluções práticas, baratas e inovadoras para a empresa em que trabalha.

Além de manter os processos já tradicionais no seu ambiente de produção, a indústria deve estar constantemente atualizadas em relação às novas demandas de mercado. Legislações em torno de qualidade, higiene e processos de produção de alimentos em grande escala estão sempre presentes nos debates públicos e políticos, por isso, os engenheiros de alimentos são muito requisitados no setor industrial.

A profissão Engenharia de Alimentos foi regulamentada em 1966, e estima-se que, atualmente, há mais de 40 mil profissionais trabalhando na área. O salário inicial como profissional pode variar de seis a oito salários mínimos (em torno de R$ 5000 e R$ 8000), dependendo da carga horária.

Claro que, ao construir uma carreira, o profissional pode alcançar valores muito superiores a isso. O campo de atuação é extremamente amplo, podendo o engenheiro atuar em controle de qualidade, higienização, automação de processos, produção de fórmulas e desenvolvimento de produtos, planejamento de projetos agroindustriais — isso porque ainda estamos falando apenas do setor industrial.

As opções para além da indústria

O engenheiro do ramo alimentício pode trabalhar em órgãos fiscalizadores de responsabilidade governamental, tais como a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Assim, o profissional assume a responsabilidade de garantir que as empresas alimentícias estão sendo coerentes com as políticas de saneamento e de qualidade de produto vigentes no país.

A consultoria também é algo recorrente nesse ramo. Isso confere certa autonomia ao profissional, abrindo as portas para que ele mesmo possa abrir sua empresa. Nesse caso, a remuneração é muito variada, já que, certamente, dependerá da demanda de trabalho e do porte dos contratantes. Então, é importante que o engenheiro também tenha conhecimentos — ou um sócio — na área de Administração e Economia.

Por ser uma profissão regulamentada, o profissional deve ser registrado junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) de seu estado.

A área acadêmica

Depois de formado, o profissional também pode atuar na área acadêmica de pesquisa e desenvolvimento, buscando se especializar em determinada área de atuação. Há especializações para os diversos processos que envolvem a Engenharia de Alimentos, além de pós-graduações voltadas para o ensino e para o mercado.

Claro que também é possível se tornar professor do ensino superior seguindo carreira acadêmica. Se é esse o caminho que você deseja seguir, a dica é para buscar um envolvimento com as iniciações científicas e pesquisas oferecidas pela universidade desde cedo.

Além disso, ter um currículo na plataforma Lattes é importantíssimo durante a graduação e no momento de ingressar nos cursos de pós-graduação.

A interdisciplinaridade e a ética profissional

O convívio em um campus universitário tão grande e diverso proporciona aos estudantes o contato com a diversidade de pessoas e distintas áreas de conhecimento.

Por motivos que, talvez, sejam óbvios, o currículo regular do curso de Engenharia de Alimentos busca um diálogo constante com o campo da Biologia, para compreender a relação que existe entre a comida, os processos pelos quais elas passam e seus reflexos no organismo humano.

Além disso, há o diálogo estreito do engenheiro com as áreas de Administração e Economia, para poder atuar no gerenciamento de uma indústria ou de sua própria empresa de consultoria.

Como foi dito anteriormente, a responsabilidade social do engenheiro de alimentos é muito grande, tendo em vista que seu trabalho interfere diretamente no cotidiano e na saúde das pessoas. Para isso, o aluno deve estar sempre em contato com questões de legislação e outros assuntos que têm a ver com as questões alimentares.

É incoerente que um engenheiro de alimentos não tenha um posicionamento sobre a questão dos transgênicos, por exemplo. Então, o contato com outros campos do saber que abordam questões socais como essa são importantes para uma formação humanizada do profissional.

Saber se colocar na sociedade enquanto responsável pela alimentação de milhares — ou, até mesmo, milhões — de pessoas exige uma consciência social ampla e um posicionamento coerente, ético e questionador, em relação ao próprio mercado e às questões políticas que envolvem e regulamentam o campo de atuação.

As formações complementares

Já não é novidade que o inglês é um idioma básico para qualquer profissional que deseja subir na carreira. Por isso, o diferencial pode ser um terceiro idioma, como o espanhol e o francês.

Da mesma maneira, para além dos idiomas, é importante que o profissional de Engenharia de Alimentos esteja aberto a outras áreas de conhecimento para que se torne cada vez mais completo. A constante atualização sobre tecnologias, questões econômicas, sociais e políticas são importantes para que o engenheiro se posicione no mundo de maneira coerente e responsável.

E aí? Explicamos tudo o que você queria saber sobre essa área de atuação? Para mais informações sobre Engenharia e suas outras áreas de especialização, baixe nosso e-book “Guia de Engenharia: Entenda melhor sobre a área e os cursos disponíveis!”.

E, depois que decidir qual carreira seguir, leia tudo sobre o vestibular aqui.

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